Viagem aos Vinhos de Altitude de Santa Catarina

Mendoza tem seus mais altos vinhedos a 1500 metros de altitude, a maioria entre 900 a 1100 metros. Na serra catarinense os vinhedos estão em média nos 1300 metros com alguns poucos a 900m e outros acima, 1400m o que gera um terroir totalmente diferente das regiões vinícolas gaúchas e, consequentemente, um estilo de vinhos também.

Me lembro que há uns dois anos promovi uma mini feira só de vinhos nacionais e entre eles um Cabernet Sauvignon da Villaggio Grando que meu amigo Olivier Bourse, sommelier francês criado em Bordeaux não só elogiou por seu estilo mais bordalês de ser, como ainda comprou duas garrafas!

O terroir da serra catarinense é diferenciado e tem seu epicentro em São Joaquim, porém se espalha devagarinho por toda a região. Ainda é uma região em fase de desenvolvimento longe da maturidade e que demonstra um potencial enorme. Se hoje já possui a qualidade, acho que precisa ainda investir mais na diversidade, eu fico imaginando no que esta região aliada a uma beleza única de canions e paisagens ímpares ainda poderá nos dar no quesito bons vinhos e férias inesquecíveis. A diversidade cultural (origem de emigrantes), as paisagens e os bons vinhos tornam o sucesso algo eminente e já está mostrando a sua cara.

Pois bem, eu convido os amigos enófilos que guardaram uns dólares para viajar ao exterior e que estão revendo seus projetos, a trocar um pouco dos dólares comprados e me acompanhar em cerca de 1.000 kms de viagem de descobrimentos por esta imensa região num roteiro muito especial aero rodoviário dentro de minha filosofia vínica, a busca por experiências fora da mesmice. Cinco noites,seis dias período em que conheceremos os vinhos de onze vinícolas, das quais visitaremos seis, micro ônibus com ar condicionado, banheiro e bar (água e sucos) a bordo que nos receberá em Floripa e nos deixará 6 dias depois em Navegantes para nosso retorno, vejam detalhe do mapa abaixo com nossa rota de descobrimentos clicando aqui.

mapa da rota

Tenho uma nova parceria com a Mais Viagens que será quem estará encarregado da venda e toda a parte operacional da viagem, porém se tiverem alguma dificuldade ou dúvida que precisem de mim é só gritar! rs Lá vocês poderão falar com o Murilo Cassador
Contatos: 11 3255-5681 / 11 97113-1188 / 11 9475-1334 ou por E-mail: contato@maisviagens.net.br . Seremos no máximo 14 pessoas, então não dê mole não!

Saída dia 28 de Outubro cedo de Congonhas (SP) para Florianópolis onde passaremos uma lindo dia livre e algumas sugestões de passeios como no mercado municipal e na Lagoa da Conceição. À noite seremos recebidos pelo presidente da ACAVITIS (Associação Catarinense dos Produtores de Vinhos Finos de Altitude) Sr. Acari Amorim na Vinho e Arte Amorim onde jantaremos e receberemos informações sobre os projetos da ACAVITIS e os Vinhos de Altitude de Santa Catarina. Na oportunidade teremos nosso primeiro contato com os vinhos da região pois o jantar será harmonizado com os vinhos da Quinta da Neve. Quem não puder ir cedo e preferir chegar lá no final da tarde para nos encontrar para o jantar, o Murilo poderá ajudar a solucionar isso.

Dia 29 de Outubro – Check out ás 8:00 para que possamos nos dirigir a São Joaquim através da primeira emoção do dia, subir a Serra do Rio do Rastro onde o almoço será livre no restaurante Mensageiro da Montanha no mirante da Serra. Depois, um pequeno passeio pela paisagem da região e chegada a São Joaquim no final da tarde. Às 20 horas, saímos do hotel para o restaurante Cristal de Gelo onde jantaremos acompanhado do enólogo da Quinta de Santa Maria que nos falará de seus vinhos, novidades e harmonizará os pratos.
Dia 30 de Outubro – Saímos ás 9:30 com destino à Villa Francioni nossa primeira parada do dia. A vinícola é ícone na região e eu sou especialmente fã do VF que surpreendeu a todos numa degustação ás cegas com vinhos de Bordeaux (link), mas há muito mais. Um dos pioneiros e ícone da região, é uma visita obrigatória para quem por lá passa. Seremos recebidos pelo enólogo da casa, conheceremos o projeto e provaremos alguns de seus bons vinhos.
Vinícola Monte Agudo – conheceremos a vinícola e degustaremos os vinhos enquanto almoçamos em seu lindo restaurante para nos receber como merecemos (rs)! Este produtor iremos explorar juntos pois não conheço seus vinhos, ainda, porém as criticas são muito boas e de gente que respeito.
Após o almoço, visitaremos a Villaggio Bassetti que me surpreendeu muitíssimo na Expovinis de 2014, em especial seu Sauvignon Blanc. Seremos recebidos pelo proprietário ou o enólogo da casa, caso ele não esteja, que nos levará a conhecer os vinhedos e provaremos seus vinhos. Retornamos ao hotel no final o dia e jantar livre

Dia 31 de Outubro – Check out às 9:30 pois ás dez precisaremos estar na Casa do Vinho do Sr. Vilson onde faremos uma prova de alguns vinhos especiais que escolhemos em conjunto. Entre duas preciosidade esgotadas no mercado, faremos uma visita aos vinhos da Pericó, Santo Emilio e Hiragami. Especializado em vinhos da região, possui uma incrível infraestrutura para receber grupos do porte do nosso e ainda tem preços (para quem quiser se esbaldar) imbatíveis!

Saída para Treze Tilías (Dreizehnlinden), uma vila Austríaca encrustada na serra, ás 11:30 porém teremos uma parada em São Bento do Sul para conhecer, almoçar e provar os vinhos da Vinícola Abreu Garcia que conhecerei junto com todos, porém amigos foram unânimes em recomendar, não perca! Não perderemos!

Chegada em Treze Tilías no inicio da noite com check in no hotel. Jantar no hotel (incluso) ou saída para jantar (livre) no restaurante da Cervejaria Bierbaum, uma parada estratégica no vinho! rs

Dia 1 de Novenbro visita à Vinícola Kranz às 10 horas, com degustação e alguns acepipes. Numa feira de vinhos brasileiros na Fecomercio, conheci seus vinhos e me surpreendi com, especialmente, um rosé muito diferenciado e complexo, mas tem mais!
Passeio e almoço livres e à noite jantar no hotel com show Tirolês. Jantar e show inclusos no preço do tour exceto por bebidas.

Dia 2 de Novembro, saída ás 9:00 com destino a Caçador e à belíssima Villaggio Grando, um dos principais players dos vinhos de altitude. Um portfolio de vinhos com muita diversidade e muita pesquisa. Visita, provas e um bate-papo com tira gosto para nos prepararmos para a viagem a Navegantes de onde embarcaremos de volta a São Paulo. No caminho, parada para almoço (livre).

Eu acompanharei o grupo do inicio ao fim, mas isso você já sabia, o que você quer mesmo saber é do preço né? Vamos ver; este tour cobre todas as degustações e visitas, almoços e lanches nas vinícolas, passagens aéreas, ônibus fretado pelos seis dias, quatro jantares ou seja, afora algumas poucas refeições livres que normalmente poderão ser pagas no cartão de crédito sem adicional de IOF (mais um beneficio da viagem local), o custo abrange quase tudo. Clicou nos links, já fez a viagem virtual, pois bem; se realmente estiver interessado contate o Murilo ou me envie um e-mail para wineandfoodtravelexperience@gmail.com e lhe passarei os preços e condições de imediato.

Kanimambo e espero ver você a bordo. Das cerca de 20 vínicolas na região, provaremos vinhos de mais da metade, uma experiência ímpar e um enorme aprendizado sobre os Vinhos de Altitude Brasileiros, não perca esta oportunidade.

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Mudança na Programação de Viagens

Nos adaptando ao novo cenário econômico Brasileiro, suspendemos nossas viagens internacionais, porém sem perder a criatividade e busca por novas experiências. Finados chega com um novo roteiro desta vez para a Serra Catarinense onde desbravaremos os Vinhos de Altitude Brasileiros. Aguarde, Sexta-feira aqui!

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Catena – Genial e Surpreendente Visita!

Talvez um dos maiores preços que uma empresa paga ao crescer demasiado, é a perda de sua alma, daquilo que a fez chegar lá. Dependendo do produto, creio que essa perda é mais sentida e aí eu falo desde um escriba do vinho, que somente se atém a pontuar e a ficar nas repetitivas descrições estereotipas, até grandes produtores e seus vinhos padronizados, mesmo que eventualmente lucrativos. Em algum momento perde-se a paixão, a capacidade de se emocionar, de vibrar, de viver o momento, vive-se tão somente em prol do caixa, torna-se chato e previsível. Em geral, é essa constatação que me faz escolher para os tours enogastronomicos que elaboro, dentro do possível logicamente, produtores menores onde essa alma e paixão se encontrem presentes e onde a pessoa não seja tão somente mais um número passando no caixa. Sonho, ingenuidade, talvez um pouco de cada, mas sigo perseguindo o fim do arco-íris! rs Acredito na convivência das necessidades do caixa e de crescimento com o sonho e a paixão através de um trabalho cultural onde a alma não se perde e serve, sim, como elo de união e de preservação da identidade criando uma áurea que transcende o produto e gera resultado, a essência do negócio, uma conjunção de valores difícil de encontrar.

Esta introdução tem tudo a ver com a Catena que recém descobri em minha última visita por lá. Já tinha passado por aquelas bandas algumas vezes e sem duvida alguma é um marco na vitivinicultura argentina onde a qualidade impera e não é à toa que 70% dos visitantes a Mendoza por lá passam para obter a benção na catedral de baco. Grandes vinhos, mas …….. sentia falta de algo! Onde estava a alma do lugar?! Desta feita esteve tudo lá, do jeito que eu aprecio mostrando que meu sonho não é utópico, é viável sim! Não há necessidade de se deixar de lado a paixão e alma ao se tornar grande, muito pelo contrário, isso só vem enaltecer a qualidade de seu produto agregando-lhe valor e vem com as pessoas. Óbvio que o exemplo vem de cima, porém basta uma para fazer uma tremenda diferença e isto foi feito pela simpática Cecilia a quem agradeço publicamente, por resgatar a alma da Catena dando-a conhecer a um privilegiado grupo de pessoas que Catena Estiba Reservadapor lá passou em Abril deste ano, show! Os vinhos, que já são excelentes, ganharam ainda mais, ganharam alma e persistiram além da taça.

A visita foi genial, executada com paixão, e a “recorrida” pela sala de barricas foi única com prova de alguns dos grandes vinhos que hoje produzem, do incrível Malbec Adriana, que posteriormente degustaríamos na sala de provas, passando pelo magnifico Nicolás (obra prima) e o Estiba Reservada que há muito fazem minha cabeça (são presença constante em meu wish list) e têm como protagonista a Cabernet Sauvignon. Por trás de tudo isso, uma família e a mão de seu enólogo chef Alejandro Vigil que dispensa apresentações, um dos TOP 30 enólogos do mundo de acordo com a conceituada e respeitada revista inglesa Decanter.

Na Sala de Provas, provamos e degustamos de uma forma diferente, em função da apresentação da Cecilia, a linha Angelica Zapata e o Adrianna Malbec, grandes vinhos que resumo rapidamente.

Angelica Chardonnay – Um vinho que se encontra numa fase magnifica e provado em dois momentos, mostrou que a temperatura faz sim uma tremenda diferença. Este branco de muito boa estrutura, melhora muito se tomado entre 10 a 12º quando seus aromas explodem e os sabores se acentuam. Quase 14% de teor alcoólico, vindo do vinhedo Adrianna em Gualtallary, passa por 14 meses em barrica francesa das quais 40% nova. Untuoso, encorpado, complexo é vinho que pede comida e se pensar num vinho para aperitivar, esqueça, este é protagonista! Até quem não era chegado em brancos se curvou perante a realidade na taça!

Angelica Malbec – a classe de sempre, um Malbec que é uma referência no mercado brasileiro e que apresenta de forma muito regular, safra após safra, tudo o que se espera dele. Aquela fruta mais madura, bonita cor violáceia típica, taninos finos, tudo no seu lugar sem excessos, muito agradável de tomar.

Angelica Cabernet Franc – Um dos bons e primeiros Cabernet Franc que hoje fazem sucesso na argentina sendo a uva do momento. Boa tipicidade da uva com a violeta bem presente, bom corpo, textura de boca muito agradável, um vinho rico, complexo e muito convidativo à próxima taça! Me gusta mucho!! rs

Adrianna Single Vinyard Malbec – para mim, um dos melhores Malbecs argentinos vindo de um dos mais altos (1.400m) vinhedos da região de Gualtalarry no Vale do Uco. Extremamente equilibrado, uma acidez natural na medida certa que lhe dá um frescor e mineralidade marcantes num contraponto á concentração e taninos vivos, finos e aveludados que este vinho possui. Micro fermentação em barricas novas francesas e mais 18 meses de amadurecimento também em barricas francesas novas. Sedutor e instigante, vinho para namorar!

Mais uma etapa de nossas visitas ás bodegas mendocinas em Abril e grandes momentos vividos, gracias Cecilia! Próxima parada, já atrasados, Norton estamos chegando calma!! Kanimambo e clique no link abaixo para ver o vídeo com algumas imagens da visita.

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Mendoza Gourmet – o Outro Lado da Cidade!

Mendoza não é só terra de boas bodegas e bons vinhos, é terra de bons restaurantes e ótima comida para todos os gostos e preços. Ainda preciso rodar mais pela enorme diversidade de restaurantes desta linda cidade, mas pelo que já rodei posso afirmar que a maioria dos amantes da boa gastronomia certamente se surpreenderão e começo hoje com uma frase estampada no cardápio do amigo Pablo del Rio, chef de primeiro nível e dono de dois restaurantes por lá:

Siete cocinas - No todo lo que comemos

Bem, começo pelo Azafran ,um dos mais midiáticos, bom e quase sempre lotado. Vale muito a pena também, mas há mais! Como gosto de ficar no centro de Mendoza, é por aqui que janto e me esbaldo, eis alguns lugares para você conferir; Nadia O.F. (filial do Urban na Bodega O. Fournier), Maria Antonieta (risotos e pastas), La Barra (carnes) y Ocho Cepas (internacional) são restaurantes top com bom serviço e preços bons comparativamente ao que desembolsamos por aqui em locais do mesmo calibre, alguns até baratos.

Nas bodegas, talvez a maior surpresa gastronômica de todas pois os restaurantes são de primeira e, obviamente, com ótimas harmonizações. Eu sou fã de comer nas bodegas Mendoza 090Casarena, Lagarde, Norton, Melipal, El Enemigo, O. Fournier Urban  e Vistalba. Difícil escolher uma, porém para mim o Osadia de Crear na Bodega Dominio del Plata, pelo conjunto da obra, é meu xodó e sempre termino meus tours por aqui! Certamente haverão outros ótimos restaurantes, tanto nas bodegas como na cidade, que ainda não visitei e alguns dos amigos possam recomendar, mas com esses eu garanto que qualquer viagem a Mendoza você estará muito bem servido e assino embaixo. Aliás, falam muito bem e os críticos elogiam os dois restaurantes do Francis Mallman, o Siete Fuegos e o 1844, a conferir certamente.

Tendo dito isso, deixei para último um restaurante que me encanta por três razões; a qualidade e criatividade dos pratos executados com maestria, o serviço e escolhas de harmonização com uma adega muito especial e diferenciada, a paixão de seu dono! Siete 1Assim como um vinho precisa de alma para se destacar e nos seduzir, da mesma forma um restaurante e um prato. O Siete Cocinas, do amigo Pablo del Rio, é tudo isso e uma tremenda viagem gastronômica pelas diversas regiões argentinas. Vá com calma, sem pressa e curta a viagem, garanto que será inesquecível e estando por lá peça uma das apenas 900 garrafas produzidas (esperando que ainda tanha alguma!) de um vinho chamado Cara Sur com a uva Criolla, algo inusitado! Por sinal, ainda não fui, dizem que seu novo restaurante Fuente Y Fonda, com outra pegada, está delicioso e preciso conferir. Aqui as porções são mais avantajadas, lugar mais simples, tipo a casa da vó! As informações colhidas no Trip Advisor são muito boas e recomendam a visita.

Para abrir seu apetite e lhe dar água na boca, compus este vídeo show com algumas imagens tiradas nessas visitas. Boa parte das fotos foram tiradas pelo Ricardo Gaffrée, um gourmet de primeira que possui o blog Amigo Gourmet. Clique no link e leia sua opinião sobre boa parte destes restaurantes mencionados já que esteve junto comigo na última viagem que fiz por lá em Abril passado. Dos pratos mais simples aos mais sofisticados, dos menus degustação de muitos “passos” aos pratos cheios, uma descoberta de grandes e diversos sabores sempre muito bem acompanhados por belos vinhos, Mendoza é um prato e taça cheia para os amantes da boa enogastrônomia. Uma última dica, faça reserva! Kanimambo e seguimos nos encontrando por aqui. Em breve Confraria de Vinhos Frutos do Garimpo, aguarde!

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Argentina Além de Mendoza, Venha Conhecer Salta!

Região pouco conhecida, os verdadeiros vinhos de altitude no extremo norte argentino com vinhedos acima dos 2650 metros acima do nível do mar, dos mais altos do mundo. Visita à mais antiga Bodega argentina, de 1831, hora de ampliar horizontes! Paisagem inóspita, lunar, mística, alguns oásis e grandes vinhos e produtores que poucos conhecem com produção minúscula e vinhos venerados por quem os conhece. Depois terminamos na linda Buenos Aires, em alguns dias detalhes do roteiro com preço. No programa visitas ás bodegas; Tacuil, Colomé, El Porvenir, El Esteco, Tukma e Yacochuya, vem comigo? Eis um tira gosto para vocês, clique e veja o video que montei para te deixar com água na boca!! Gostou, então veja os detalhes da viagem aqui > d-click.vinoesapore.com.br/u/18585/21/0/44_1/2e122/?url=http%3A%2F%2Fwww.vinoesapore.com.br%2Fdownloads%2FSalta_VinhosDeAltitude_Roteiro.pdf

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Que Bela Segunda-feira em Mendoza!

Estava demorando, mas finalmente voltei a Mendoza para falar um pouco mais da incrível viagem que fiz em Abril com o grupo Huuuuummmmm! É, cada grupo com que viajo escolhe um nome e não preciso dizer do porquê deste né? A cada taça uma surpresa e huuuummmm! rs Bem, mas vamos lá a um belo inicio da semana e nosso terceiro dia de viagem.

Falar de Achaval Ferrer é chover no molhado. A mais premiada Bodega mendocina dos últimos anos com nada mais nada menos do que cinco dos dez mais pontuados vinhos argentinos na Wine Spectator. Há vinhos em seu portfolio em que se necessita de 4 plantas para gerar uma garrafa de vinho e seu processo de “raleio” que reduz a produção através da eliminação de cachos é enorme beirando os 40% para os vinhos “normais” chegando a 80% para os top! Qualidade é o nome do jogo aqui e isso tem seu preço, obviamente, porém justificável. Tudo isso numa Bodega que não tem 10 anos, de tirar o chapéu não?

Iniciamos por uma “cata” em barricas onde provamos três de seus vinhos Malbec TOP de linha quase prontos; Altamira (vinhedo de altitude mais alta), Mirador (vinhedo mais baixo) e Bella Vista (vinhedo intermediário) onde a bodega está instalada. Soberbos, mas eu sigo apreciando mais o Bella Vista entre esses vinhos top, mesmo que o Mirador 2006 tenha sido um dos Malbecs de que mais gostei até hoje.

Quimera 2008De volta à sala de degustação, provamos outros rótulos entre eles o Malbec Mendoza, o ‘básico’ da casa que já é um tremendo vinho, o delicioso e, a meu ver, a melhor relação Qualidade x Preço X Prazer que eles produzem, o Quimera! Um blend que extrapola todos os preceitos do nome pois é um sonho alcançado, um vinho de enorme prazer na taça! Ainda ontem abri uma garrafa da safra 2008 que trouxe de lá direto da adega deles para a minha, sem rótulo mesmo. Vibrante na boca, complexo, cheio de vida, ótimo volume, taninos finos, um vinhaço que realmente me encanta fruto de um blend de malbec, cabernet Sauvignon, merlot, cabernet franc e, nem sempre presente mas neste 2008 deu o ar de sua graça, um toque de Petit Verdot. Para variar, sempre peço isso, terminamos a degustação com seu Achaval Dolce de Malbec que não é um Late Harvest e sim um Passito, influência direta do enólogo que dispensa apresentações, o Roberto Cipresso. Adoro esse vinho e creio ser uma ótima forma de terminar um momento desses, só faltou um queijinho! Indo a Mendoza, não dá para perder e da próxima vez vou armar uma degustação especial por lá, uma vertical de um de seus ótimos vinhos e já tenho algo em mente, aguardem, quem sabe em Novembro! Como já detalhei os vinhos em minha cobertura da última viagem, não quis ficar repetindo aqui, mas se desejar dê uma passada por aqui.

Menção honrosa a seus bons azeites, especialmente o Arauco, só vendidos lá devido à pequena produção. Bem, terminamos a visita a Achaval e pé na estrada para nossa próxima parada que já sei que será longa pois armei um montão de atividades por lá! Vamo, que vamo, hora de Casarena, uma bodega que poucos conhecem, mas é imperdível. Ótimos vinhos e um restaurante de primeira abençoados por uma paisagem que nos deixa sem palavras. Na semana que vem falo dessa experiência, mas por enquanto, clique na imagem abaixo e curta o slide show da visita à Achaval. Um ótimo fim de semana e kanimambo, sempre!

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Chegamos na O. Fournier do Vale do Uco!

Sim, porque eles possuem mais bodegas em outras partes do mundo! Esta foi a segunda parada de nossa gostosa viagem a Mendoza num ensolarado Domingo, saímos da Decero e rodamos pouco mais de uma hora até chegarmos à incrível O. Fournier com seu projeto arquitetônico ímpar, moderno e marcante. Conheci a O. Fournier e o José Manuel Ortega Fournier, em uma degustação aqui em Sampa no ano passado (relatado aqui) e me encantei por seus vinhos e diversidade de uvas trazendo um pouco da cultura ibérica para este longínquo recanto de Mendoza no extremo sul do Vale do Uco. Em função do atraso, a visita á bodega e suas instalações foi algo corrido, porém sua estrutura e design, das torres de concreto que são tanques, à enorme e incrível sala de barricas e coleção de arte, um momento realmente marcante que nos deu sede e abriu o apetite para o que estava por vir, um delicioso almoço harmonizado no restaurante Urban capitaneado pela Chef Nadia, esposa do José Manuel.

O Fournier 2Chegamos na O. Fournier e realmente é de encher os olhos valendo toda a distância percorrida. Um projeto arquitetônico impressionante e arrojado, vista linda e eu bem que fiquei de olho num lote de 2 hectares bem de frente ao lago, mas o caixa anda baixo! rs A O. Fournier é de José Manuel Ortega Fournier um ex executivo internacional de bancos renomados, espanhol que entrou para o mundo do vinho com este projeto em Mendoza nos idos de 2000. Depois, em 2002 veio o projeto de Ribera del Duero na Espanha e mais recentemente iniciou um projeto no Chile onde produz algumas preciosidades também.

À primeira vista parece que um OVNI pousou por aqui, o projeto da bodega é realmente diferente e marcante. Por aqui, fazendo companhia às “mais comuns” Malbec, Syrah e Cabernet, encontramos a Tempranillo que fala mais alto em seus vinhos e um pouco de Touriga Nacional (ambas presentes no B Crux que me encanta e já mencionei em outro post) que dão uma personalidade diferente a seus vinhos.

Num almoço divino e marcante, tivemos a possibilidade de provar alguns vinhos e CAM01807sermos presenteados com uma raridade que me seduziu em meu primeiro encontro com os caldos desta vinícola. A bodega é rodeada de lotes que estão à venda (veja aqui) e podem fazer de você um “vinheteiro” em Mendoza no Vale do Uco, eu fiquei tentado,mas falta bala na agulha para este escriba. Tivesse e certamente encontraria meu cantinho por lá onde outros já têm seus lotes e fazem seus vinhos com rótulos próprios!! Agora tá na hora é de falar dos vinhos que escolhi para serem servidos pois mostram bem a diversidade de sua produção:

B Crux Sauvignon Blanc – um vinho marcante e cheio de personalidade sem perder a tipicidade da casta. Grama molhada, frescor, é fechar os olhos e lembrar de um gramado pós chuva. Intenso, fresco, cítrico, boa textura, um Sauvignon Blanc de manual que agrada sobremaneira

Urban Blend Tempranillo/Malbec – o melhor desta gama de vinhos médios, há uma linha de entrada abaixo desta, que mostra um grande equilíbrio e riqueza de sabores. Leve passagem por barrica (3 meses), nos presenteia com uma certa complexidade em que a fruta madura se mistura com notas de especiarias, tosta, corpo médio, um vinho muito prazeroso com preço módico que seduz palato e bolso! rs

B Crux Blend – já comentei este vinho e o acho o melhor custo x beneficio desta vinícola, um grande vinho que surpreende os mais incautos. De gama média alta, frutado, sem excessos, boca de boa estrutura e complexa, taninos finos presentes, médio corpo par encorpado, bom volume de boca um vinho de muita personalidade que vale bem o preço. sempre algo a considerar! Corte de Malbec, Tempranillo e Touriga Nacional, gooosto!

Alfa Crux Malbec – recentemente premiado internacionalmente, é um dos grandes malbecs argentinos da atualidade tendo sido classificado em 25º lugar entre os TOP 100 da Wine Spectator do ano passado. Textura aveludada, taninos macios, untuoso, frutos negros, muito bom equilíbrio, baunilha, final de boca especiado e longo, um belo vinho que se mostrou muito bem integrado.

Alfa Crux Blend Magnum 2001 – um regalo com que fomos premiados ao final de um estupendo almoço. Este vinho, raro por aí, obteve o troféu na Wines of Argentina Awards em 2004 e hoje existem pouca e raras garrafas escondidas por aí nos mais remotos recantos do mundo e uma pequena quantidade na adega especial do José Manuel na bodega em Mendoza. Um deleite hedonístico de pura elegância e finesse absolutamente sedutor. Já falei dele aqui no blog, mas nunca é demais repetir: “seu primeiro vinho produzido em Mendoza do qual sobram poucas garrafas no mundo e que detem um Troféu de Melhor na Categoria na Wines of Argentina Awards. Tempranillo de 70 anos de idade, Malbec de 80 anos e Merlot de vinhedos mais jovens. Acidez bem presente ainda mostrando que ainda terá alguns anos pela frente, fino, sofisticado, daquele estilo de vinho que deveria vir á mesa de fraque e cartola.”

Domingaço!! Por estas e por outras é que vale a pena seguir “viajando” por esta nossa vinosfera! Abaixo o tradicional slide show com algumas lembranças desta agradável visita que vale cada quilômetro rodado. O almoço foi excelente, mas um prato realmente me impressionou a rabada. Ela é desfiada e depois de pronta volta ao osso no prato se desfazendo na boca! O risoto estava divino e os croquetes de couve flor “exquisitos”, uma delicia que recomendo aos amigos conhecer numa próxima viagem a Mendoza. Quem sabe até lá o hotel deles não esteja pronto?!

Salud amigos e kanimambo.

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